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"O astigmatismo ocular é um dos erros refrativos mais comuns e, tal como acontece com a hipermetropia, costuma-se nascer com ele. O seu principal sintoma é o facto de os objetos parecerem desfocados ou distorcidos a qualquer distância. Apesar disso, o astigmatismo não é, na maioria das vezes, muito acentuado e, por isso, não necessita de correção.
Estima-se que cerca de 25% a 30% da população portuguesa sofra de astigmatismo, subindo este valor a 50 % se apenas tivermos em conta a população adulta e a 60 % se incluirmos as pessoas com prescrições muito baixas, por exemplo, 0,5 dioptrias."
O astigmatismo ocorre quando os raios de luz vertical e horizontal não têm o mesmo ponto de focagem na retina. Quando atingem dois locais diferentes, formam-se duas imagens que se sobrepõem e, consequentemente, o contorno dos objetos é distorcido.
Normalmente, o astigmatismo ocorre porque a córnea tem forma ovalada e não redonda, pelo que lhe falta a simetria necessária para focar corretamente as imagens. Este tipo de erro refrativo é designado por astigmatismo da córnea e é o mais comum.
Por vezes, é o cristalino, a lente do olho, que tem uma forma ovalada e causa astigmatismo lenticular, o que é mais raro.
Para além da diferença entre astigmatismo corneano e lenticular, tendo em conta a parte do olho que provoca o erro refrativo, existem outras classificações.
A córnea tem dois meridianos, o de potência máxima e o de potência mínima, que costumam ser perpendiculares entre si. A área que se encontra entre eles determina a potência ótica média.
Dependendo da disposição e da potência dos meridianos, existem vários tipos:
O ponto em que os objetos são focados determina o tipo de erro refrativo. Quando apenas um meridiano é afetado, ocorre um astigmatismo simples, enquanto o astigmatismo composto afeta ambos os meridianos. Dependendo do ponto onde a focagem é efetuada, é possível ter:
Um ou ambos os meridianos focam em frente da retina
o enfoque realiza-se atrás da retina
o meridiano principal foca em frente da retina enquanto o secundário o faz por trás
A principal causa do astigmatismo é genética, uma vez que se trata de uma característica hereditária dos olhos. É muito comum que os bebés nasçam com este erro refrativo e que este seja corrigido naturalmente à medida que os mais pequenos crescem e o olho adquire a sua forma e tamanho definitivos. Ocasionalmente, uma cirurgia ocular ou uma lesão no olho podem causar astigmatismo adquirido, que não está relacionado com a genética.
Os principais sintomas do astigmatismo são:
Quando vários destes sinais estão presentes, é aconselhável consultar um especialista para avaliar a situação e propor o tratamento para astigmatismo mais adequado a cada caso.
Para confirmar se tem astigmatismo e em que grau, os optometristas costumam efetuar o teste do círculo horário. Para efetuar este teste, deve observar-se, com ambos os olhos, por separado e ao mesmo tempo, os raios de um círculo disposto como se fosse um relógio. É importante fazer este teste para o astigmatismo com óculos graduados, se se usam regularmente. Se as linhas estiverem esbatidas ou se algumas se distinguirem mais claramente do que outras, tal deve-se, geralmente, ao astigmatismo. Para confirmá-lo, são necessários outros exames optométricos realizados por um especialista.
Os tratamentos para corrigir o astigmatismo são simples e permitem ver com total normalidade.